terça-feira, 20 de novembro de 2012

Continuarei a escrever

Às vezes me pergunto a razão de estar aqui, escrevendo tudo isso, para algumas dezenas de pessoas, no máximo, lerem. Lembro de uma emblemática frase 'lispectana': "Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever". Tomo a liberdade de expandir um pouco a citação: enquanto eu tiver perguntas sem respostas, ou respostas sem perguntas.... continuarei a escrever.

Respostas sem perguntas, eu tenho uma agora mesmo. E escrevo não para achar a pergunta, mas sim para esquecer a resposta. Muitas vezes é o caminho mais fácil, menos doloroso. Mas o que seria eu, caso fosse incapaz de suportar uma pequena (ou grande) dor por uma descoberta, por um prazer maior, por um final feliz? Ainda assim, me refugio na escrita, pois não sou ninguém. Procuro essas perguntas no mundo, mas provavelmente não as acharei fora de mim mesmo.

Onde estariam essas perguntas? Será que estão cravadas em minha testa e só eu não as enxergo? Agora estamos entrando no mundo das perguntas sem respostas. Diria que é muito mais fácil achar repostas que perguntas. Para encontrar respostas, tenho o artefato da escrita. Perguntas sem respostas temos várias, já respostas sem perguntas temos poucas, porém cruciais.


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