quarta-feira, 18 de julho de 2012

Assisto, logo desisto


Olho para a TV
Não vejo a mim, nem a você
vejo o fruto da ignorância
muitas vez da sapiência!
da perturbação da alma humana,
da conturbação da existência...

Olho para a TV
Não vejo a mim, nem a você
vejo todas as ideias embaralhadas,
eu vejo motos, carros e casas.
Logo vejo a mim
logo vejo a você!

Eu olho na TV
eu vejo a mim
eu vejo a você.

Olho na TV
e apenas vejo
e prevejo
o que virão a me dizer

Apenas uma caixa de plástico
(em alguns modelos novos,
um fino retângulo)
um espelho da realidade,
ou lavagem cerebral?

Olho mais uma vez
infelizmente,
vejo a todos nós:
iguais que somos.

E ignorantes.

domingo, 1 de julho de 2012

Nasce o sol ao 2 de julho



Como o bom baiano cabra da peste que sou, não podia deixar essa data tão importante passar despercebida. 2 de julho de 1823, quando os tiranos portugas foram colocados pra fora. Quem conhece a história do corneteiro Luiz Lopes?

Esse sim, peça chave para o hino acima! O exército baiano tinha nítida desvantagem contra os portugueses. Eramos poucos e mal treinados. Derrota certa, todos diziam. Já caindo a noite, na batalha do Pirajá, estávamos perdendo a guerra. O general, o visconde de Pirajá ordena o corneteiro á tocar o toque de retirada.

O corneteiro, que não queria admitir a derrota, toca o hino de avançada. Intrigados, os portugueses, que sabemos que não são de longe os mais inteligentes, pensa: pronto, só podem ter conseguido reforços! Deve ser coisa daqueles ingleses, se ficarmos, nos derrotarão! E estes batem em toque de retirada, voltando para a pequenina Portugal e deixando-nos livres.

Essa é a história da Bahia, que graças a um erro (ou teimosia) do corneteiro, é o que é. A nação baiana, ao lado da Federação Brasileira. O corneteiro de Pirajá merece mais que ninguém o título de cabra da peste, baiano retado, guerreiro e vencedor. Porque baiano não luta pra perder.