sexta-feira, 22 de julho de 2011

O sono é o maior vilão


Um hotel é geralmente classificado como bom ou ruim com base nos serviços que disponibiliza aos clientes, na infraestutura e no silêncio do ambiente para proporcionar um melhor sono aos seus hóspedes. Pensando no último conceito, uma rede de hotéis na Europa e Oriente Médio criou a patrulha do sono: funcionários chamados monitores do ronco andam pelos corredores do hotel prestando atenção em sons de roncos e batem à porta dos hóspedes que rocam muito alto.
Me coloco no lugar do hóspede que foi privado de seu sono com um monitor batendo à sua porta por causa de barulhos produzidos pelo corpo do hóspede que ele nem sequer consegue controlar. Mas, ao mesmo tempo, tento me colocar no lugar dos outros hóspedes que foram igualmente privados do seu sono por conta dos roncos emitidos pelo primeiro. Julgar a ação da rede hoteleira como certa ou errada depende apenas do ponto de vista.
Uma medida certamente polêmica foi essa. Porém se diz ser impossível agardar a todos, pois algo que agrada certa pessoa ou grupo pode não agradar outra pessoa ou outro grupo. Desde coisas banais, como parte de seus amigos gostarem do lugar que vocês estão combinando ir e outra parte não, como decisões governamentais em que só agradam um grupo da sociedade mostram como é difícil para seres humanos chegar a um concensso geral.
Certamente esse caso do hotel sofrerá muita rejeição e aceitação, mas deve prevalecer a vontade da maioria e tudo indica que a maioria dos hóspedes do hotel são pessoas que não roncam. Já a minoria que ronca, nos desculpe, mas por gentileza procure algum outro lugar para passar a noite.

© 2011 - Daniel Cunha Rêgo

Nenhum comentário:

Postar um comentário